Hellen Cristina, Jéssica Teixeira, Lorena Aguiar, Pedro Fernandes e Verônica Ferron.


A Convergência Midiática

No Brasil, os primeiros sinais da grande rede surgiram em 1995, para ligar universidades brasileiras às instituições americanas. Não demorou muito e a convergência também afetou um importante setor midiático: o jornalismo.
Os processos de convergência na profissão, acabaram modificando as organizações jornalísticas no âmbito tecnológico, empresarial, profissional e de conteúdo. E, para sobreviver a esse cenário, em constante mudança, as empresas começaram a se reinventar e encontrar alternativas para fazer um novo jornalismo.
Houve uma modificação nas rotinas dos profissionais em razão das tecnologias digitais, as redações e seus produtos, como a reportagem, fotografia, diagramação, edição e vídeo, foram se adaptando para o ambiente online.
As mídias tradicionais passaram a explorar o digital de alguma forma, seja ao oferecer o seu conteúdo online com os grandes jornais que, posteriormente, criaram os portais de notícias ou até mesmo as rádios que disponibilizam a programação inteira na internet ou realizam transmissões ao vivo na internet.
Você já deve ter ouvido falar em algum momento da sua vida sobre o termo: convergência de mídias. Se não, venha descobrir!
O criador desse conceito se chama Henry Jenkins, um dos principais pensadores sobre o impacto das novas tecnologias nas nossas vidas, além de ser um estudioso dos meios de comunicação, considerado um pesquisador importante da mídia atual.
Jenkins é autor do livro “Cultura da Convergência”, lançado em 2006 no Brasil, que nos
permite refletir e aprofundar no conceito que definiu as transformações tecnológicas,
mercadológicas, culturais e sociais no cenário contemporâneo dos meios de comunicação.
O conceito de convergência midiática levantado por Jenkins, em seu livro, defende a ideia
de que todas as principais mídias estão convergindo para a internet. Se colocarmos esse conceito
nos dias de hoje, o ponto, no caso, será a internet, que, de fato, modificou a comunicação e fez com que as pessoas migrassem rapidamente para o ambiente digital.
Atualmente, é possível observar um processo de midiatização, no qual pessoas comuns, nas redes sociais, possuem voz e todos se tornam prosumidores, esse conceito é conhecido como cultura participativa.
A Editora Globo, por exemplo, se destacou no Success Stories no Facebook internacional ao utilizar a ferramenta
de interação #FaceToFace. A ferramenta foi usada na transmissão de entrevistas ao vivo pela rede social, em que os usuários realizaram perguntas e eram respondidos em tempo real, no próprio comentário.
Inovações e Novas Linguagens no Jornalismo
Um diferencial que faz com a internet seja usada pelos veículos de comunicação é a possibilidade de “enriquecer” a notícia, apresentando o mesmo conteúdo, porém por formas distintas.
Através de uma reportagem você pode utilizar imagens, vídeos relacionados, podcasts e infográficos em uma mesma plataforma. Algo nunca visto antes.
Não há dúvidas de que a convergência de mídia é algo consolidado e seu uso deve ser sempre considerado nos planos estratégicos de comunicação.
Essa é uma discussão ampla e ainda em construção e com certeza poderá ganhar novos capítulos e discussões. Vamos aguardar!
Como o próprio Henry Jenkins diz “ Lembre-se disso: a convergência refere-se a um processo, não a um ponto final”
Assim, é possível conseguir uma interação em vários níveis com curtidas,comentários, opiniões, questionamentos,entre tantos outros.
Comportamento da Audiência Brasileira em Relação ao Consumo de Notícias
História do Jornal O Tempo
O Jornal O Tempo está sediado em Belo Horizonte, em Minas Gerais. A redação e o parque gráfico fica na região metropolitana de Belo Horizonte, Contagem.
Atuante do mercado desde 1996, o veículo tem se adaptado ao advento da internet com novas ferramentas de comunicação, além do impresso que ainda é distribuído em bairros de Belo Horizonte, Betim e Contagem.
Foi comprado pelo Grupo Sada, grupo responsável pela Sempre Editora que pertence a Vittorio Mediolli.
Novas Rotinas na Redação
Dando continuidade às mudanças ocorridas no jornalismo atualmente, o Jornal O Tempo não é exceção à regra. O veículo passou por grandes processos de adaptação, ao passar do impresso para o digital. Conversamos com alguns dos principais jornalistas que viveram essa mudança.
Eles vivenciaram o tempo da máquina de escrever, do telex (sistema que antecedeu a telefonia), das cartas dos ouvintes e leitores e, recentemente, presenciaram a transformação para computadores, redes sociais e transmissões ao vivo (lives).
Nesse tempo, os jornalistas também se transformaram. Esses profissionais se tornaram mais completos, ágeis e eficientes, sobretudo se tornando multitarefas e multimídia, ao atuar nas frentes de rádio, impresso e online ao mesmo tempo.
Novas Rotinas na Redação do Jornal o Tempo
Novas Rotinas na Redação do Jornal o Tempo


Rogério Maurício

Rodrigo Freitas

Ricardo Sapia

Ricardo Corrêa
Filmagem e Edição: Pedro Fernandes
Roteiro e Entrevista: Hellen Cristina e Verônica Ferron
Grupo: Jéssica Teixeira e Lorena Aguiar











